| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Accipitriformes |
| Família: | Accipitridae |
| Vigors, 1824 | |
| Subfamília: | Accipitrininae |
| Vigors, 1824 | |
| Espécie: | U. solitaria |
A águia-solitária é uma ave accipitriforme da família Accipitridae.
Mede cerca de 65 a 75 centímetros de comprimento, com peso até 3kg. A plumagem do adulto é cinza escuro (cinza-chumbo), enquanto o jovem tem o corpo meio amarronzado com a cor creme. Possui uma pequena crista na cabeça, nem sempre visível. A cauda dessa águia é curta, e possui uma faixa branca na metade da cauda, no indivíduo adulto. O bico e os tarsos amarelos (adulto) enquanto os do jovem são de um amarelo mais fraco.
São reconhecidas duas subespécies:
* Urubitinga solitaria solitaria (Tschudi, 1844) - localmente em florestas montanas da Venezuela até o noroeste da Argentina.
* Urubitinga solitaria sheffleri (van Rossem, 1948) - localmente em florestas montanas do sul do México ao Panamá.
Constrói o ninho em uma árvore alta, usando ramos e gravetos, geralmente botando apenas um ovo.
Habita florestas montanhosas úmidas e de pinheiros. É uma espécie rara e pouco conhecida.
Ocorre desdo o México até o extremo da Argentina. No Brasil, ocorre apenas nas florestas montanhosas de Roraima, extremo Norte do país. Foi recentemente registrada no Brasil, na serra do Apiaú, Roraima (BICHINSKI & MENQ 2019). A região é caracterizada por florestas nebulares, com altitudes que variam de 400 a 1.400 m. Possivelmente essa águia é residente no Brasil e se reproduz na região, podendo ocorrer em outras formações florestais montanhosas do norte do país, como, por exemplo, o Parque nacional do Pico da Neblina e os complexos montanhosos de Roraima próximos da fronteira com a Venezuela e a Guiana.